O Programa Nacional de Florestas Produtivas ganhou um impulso de R$ 50 milhões na terça-feira, 1º, com o objetivo de capacitar famílias da Amazônia a plantar de forma sustentável, combinando a produção de alimentos com a recuperação da floresta.
A parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Caixa Econômica tem como objetivo ampliar a produção de alimentos saudáveis e produtos da sociobiodiversidade, enquanto recupera áreas degradadas da floresta.
Os estados selecionados para essa iniciativa são Acre, Pará, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso, que estão no chamado Arco do Desmatamento, que será transformado no Arco da Restauração. A primeira chamada está prevista para sair em maio.
A ideia da é que sejam firmados acordos com universidades públicas para que mais agricultores e agricultoras familiares de assentamentos da reforma agrária e de territórios de povos e comunidades tradicionais possam já estar em processo de recuperação da cobertura verde de seus territórios até novembro deste ano, quando o Brasil vai receber a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30).
“Nós não queremos chegar à COP30 e fazer uma promessa para o futuro, nós queremos fazer uma entrega”, reforçou o ministro do MDA, Paulo Teixeira.
O acordo faz parte da segunda série de editais do Programa Florestas Produtivas, lançado em julho de 2024 junto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A iniciativa é uma das frentes do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que traça a rota estratégica para a recuperação de 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030.
Os recursos têm origem no Fundo Socioambiental Caixa (FSA CAIXA), criado em 2010 para apoiar projetos e investimentos de caráter social e ambiental vinculados ao desenvolvimento sustentável.