As queimadas e a extração madeireira são responsáveis por aumentar em seis vezes a degradação florestal na Amazônia, entre agosto e fevereiro últimos. O número (33.807 km²) é quase equivalente ao território de Porto Velho, maior capital brasileira, e seis vezes superior ao período anterior, quando a atividade impactou 5.805 km² de vegetação.
Só em fevereiro, a degradação impactou 211 km² na Amazônia, uma alta de aproximadamente 15 vezes em relação ao mesmo intervalo de 2024.. É o maior registrado para o mês na série histórica.
Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon e tambem mostram que o Pará responde por 75% da degradação do País no mês, com sete municípios entre os que sofreram maior impacto.
A degradação florestal é a perda gradual da qualidade da floresta, sem a remoção completa da cobertura vegetal.
Como se não bastadde, cinco das oito unidades de conservação que mais sofreram degradação estão localizadas no Pará, somando quase 32 km² degradados. Dessas UC’s, duas já estavam entre as mais afetadas em janeiro de 2025. São elas: a Floresta Estadual (FES) do Paru e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós.
É no estado que estão ainda as duas Terras Indígenas onde foi detectada a atividade no mês, evidenciando a crescente pressão sobre os territórios dos povos originários. As TIs Anambé (7 km²) e Alto Rio Guamá (5 km²) concentraram uma devastação equivalente a 42 campos de futebol por dia de vegetação.
“É preocupante ver que esses números continuam presentes nas Unidades de Conservação e Terras Indígenas, já que elas deveriam estar devidamente protegidas por serem lugares estratégicos de conservação da biodiversidade e da sobrevivência e exercício da cultura originária. Por isso, é essencial que os órgãos de comando e controle reforcem a defesa delas e garantam uma maior proteção às populações locais”, alerta Manoela Athaide, pesquisadora do Imazon.]
Fonte: Imazon